
Por: Suzy Sousa
Na semana em que se comemora O Dia da Consciência Negra a mídia dá espaço para várias discurssões, dentre elas, uma me chama atenção: a presença do negro na mídia.
Quando se fala em negro não tem como não pensar em preconceito, são praticamente sinônimos e olha que eu não sou tão pessimista assim. O espaço que o negro possui na mídia, especificamente na TV é mínimo, limitado.
Nas novelas podemos observar que na maioria das vezes os negros representam escravos (quando a novela é de época), ladrões ou profissionais com baixo prestígio social, como empregados, motoristas e em poucas oportunidades que tem de aparecerem como superiores, surgem como políticos corruptos.
O Brasil é e sempre será um país preconceituoso, os próprios negros tem vergonha de se auto – afirmar como negros, ou são morenos ou afro-descendentes. A presença dos negros na TV é fundamental para a construção da imagem da própria raça, enquanto as crianças negras continuarem tendo somente mulheres brancas e loiras como conceito de beleza, como a Xuxa, elas terão dificuldades em aceitar suas qualidades.
Esse padrão de beleza branca discrimina explicitamente. No jornalismo as apresentadoras e repórteres negras para serem aceitas tem que possuir muito mais qualidades do que as brancas, ou seja, serem mais bonitas, mais inteligentes, mais profissionais e, sobretudo, ser um pouco mais claras.
As pessoas ainda não estão preparadas o suficiente para aceitar o negro, não querem sentar no sofá e dizer boa noite ao fim do telejornal para um negro vestido de branco.
Não é fácil ser negro no Brasil e querer ser jornalista é o fim da picada. Não adianta se revoltar e/ou agir como otimista para ver se a situação melhora, o jeito é fazer um clareamento ou tentar parecer com a Xuxa ou a Fátima Bernardes.
Parabéns para os meus irmãos afro – descendentes! Ops! Meus irmãos negros.
